quarta-feira, 12 de agosto de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
A série Batman dos anos 60
Desde então, o Morcegão se tornou uma figura pop conhecida nos quatro cantos do mundo; e seu bat-sinal já foi adotado por diversas tribos urbanas. Não importa quem faça a lista, o seriado televisivo do Batman estará sempre entre os mais conhecidos de todos os tempos. Ele deixou marcas tão profundas no imaginário da civilização ocidental que permanecem firmes até hoje: as onomatopéias animadas, os supervilões como personagens mais carismáticos que os heróis e, desgosto dos desgostos, o pretenso homossexualismo (argh!) de cuja imagem o herói demorou a se livrar (bendito Frank Miller!).
Hoje, é difícil imaginarmos que a rede ABC acreditava ter uma bomba nas mãos, fadada ao mais tenebroso fracasso. Algumas semanas antes do lançamento oficial da série, fizeram uma exibição de algumas cenas com um público teste; e o resultado foi tão decepcionante, que quase desistiram do projeto. Mas acabaram insistindo (muito dinheiro já havia sido investido) e o resultado foi um sucesso sem precedentes.
O seriado estreou em 12 de janeiro de 1966. O primeiro episódio foi Hey Diddle Riddle, já apresentando um dos mais conhecidos inimigos do Morcego: o Charada. O sucesso foi imediato. Ninguém tinha visto nada parecido na TV. Aqueles uniformes espalhafatosos, os ousados ângulos de câmara, a trilha sonora com melodias dançantes que pareciam retiradas das festas de iê-iê-iê que os jovens faziam nos fins-de-semana, a indecisão dos produtores em dirigir a série para os adultos ou as crianças, personagens ridículos que se levavam tão a sério, as armadilhas inverossímeis no fim dos episódios para garantir o suspense... Todos os elementos caíram como uma luva no gosto do público.
Esse sucesso podia ser facilmente percebido pelas influências que gerou. Batman virou um estilo. Tão forte que acabou modificando outras séries que tentavam abocanhar parte do seu sucesso. O exemplo mais conhecido foi o seriado Perdidos no Espaço, exibido pela rede rival NBC. A série de ficção-científica, exibida no mesmo horário que as aventuras do Morcegão, perdeu o tom sombrio original e o Dr. Smith, de mero personagem de apoio, acabou tornando-se a estrela do seriado, com seus tiques afeminados e seus trejeitos espalhafatosos.
As próprias HQs do Homem-Morcego tiveram de se render às expectativas do público consumidor, tirando a seriedade do personagem; e transformando-o, aos poucos, na figura quase caricata vista na TV. A própria tia Harriet, criada em 1964 nos quadrinhos (estreou em Detective Comics # 328), virou coadjuvante.
Curiosidades:
* O seriado também foi exibido no Brasil pelo SBT, sempre no final dos programas infantis como Mara-Maravilha (um pouco antes do Pica-Pau), no período do final dos anos 80 e início dos anos 90. Ou seja, quem tem um pouco mais de 20 anos pode ter almoçado muitas vezes na companhia do seriado.
* Adam West e Burt Ward voltaram a atuar em seus papéis de Batman e Robin, em 1979, para filmar os conhecidos filmes da Liga da Justiça da América ou The Legend of Super Heroes.
* Para quem viu – ou não – os extras do DVD de Batman Begins, Christopher Nolan e David Goyer construíram a idéia do roteiro do filme de 2005 na antiga Batcaverna do seriado.
* Neste novo filme de Nolan, foi colocada uma grande referência ao seriado de 60, na verdade ao próprio Coringa interpretado por César Romero. A máscara usada por Heath Ledger no assaltao a banco possui um design inspirado na máscara usado pelo Coringa de Romero no episódio “Ther Joker is Wild”.
Aproveitando, aproveite o trailer do filme no ano de 1966.
Fonte: http://www.universohq.com/
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Ploc Monsters

Ploc Monsters (1987-1988) é uma coleção de figurinhas transfix (aquele tipo de figura que a gente raspa com a unha na parte de trás e o desenho fica na superfície escolhida), que originalmente era composta por 80 figurinhas com desenhos divertidos de monstrinhos, criados por um ótimo desenhista conhecido como Céu D'Elia, ( www.ailhadoceu.com.br ) e cada um deles tinha um nome de pessoa (nome próprio), mas devido ao seu gigantesco sucesso de vendas, o número de figurinhas foi ampliado para 128, das quais metade era de figuras com nomes femininos e a outra metade com nomes masculinos, distribuídos da seguinte forma: números ímpares nomes femininos e números pares nomes masculinos.A empresa dona da marca Ploc na época, mesmo com um comercial de TV, no qual apareciam animações de 2 figurinhas (Karen N.º 27 e Tiago N.º 52), juntos com várias crianças, não esperava um sucesso tão grande, pela primeira vez, depois de muitos correndo atrás de sua principal concorrente, conseguiu ultrapassá-la, para você ter uma idéia, em seu auge o chiclete com as figuras Ploc Monster atingiu a incrível marca de 74 milhões de unidades vendidas diariamente, isso numa época em que o Brasil tinha mais ou menos 120 milhões de habitantes, pôxa... Quase não havia uma criança ou adolescente que não mascasse os chicletes ploc e tivesse o seus cadernos de escola repletos com essas figurinhas, tirando sarro de seus colegas quando achavam monstrinhos engraçados com seus nomes. Aproveitando a mania de colecionar as figuras “Monsters” a Ploc lançou uma promoção na qual as pessoas juntavam 5 embalagens do chiclete e mandavam para uma caixa postal que eles indicavam pela TV e se recebia em casa um pôster com espaços para transfixar as famosas figuras. Finalmente, devido a esse golpe de mestre das figurinhas, em meados de 1988 o desenhista Céu D'Elia ganhou o prêmio Top de Marketing daquele ano e a empresa responsável pelo chiclete Ploc lançou as figurinhas Ploc Zoo (1988-1989) também desenhadas por Céu, que era uma coleção de figuras de desenhos de animais que se vestiam e se comportavam como humanos e tinham como nomes os apelidos dos nomes dos monstros do Ploc Monsters de mesmo número (Ex.: a figura N.º 1 do Ploc Zoo tinha o desenho de uma anta com o nome de Lú, que é o apelido de Luíza, figurinha N.º 1 do Ploc Monster), esta coleção teve uma vendagem razoável. Em busca da conquista de mercado que obteve com a venda do Ploc Monsters e que não coseguiu ser mantida com o chicle Ploc Zoo, a empresa proprietária da marca Ploc, lançou o Ploc Monsters 2 (1989-1990), aproveitando o nome que marcou tanto a mente das pessoas, é claro. Está coleção Monsters era composta também por 128 figurinhas, mas suas “criaturas” eram totalmente diferentes das do seu antecessor, em vez de nomes humanos os desenhos tinham por nome expressões que as pessoas usavam em seu dia-a-dia e cada um deles era desenhado de acordo com seu nome, (Ex.: o nome da figurinha N.º 8 era Bocó-da-mola, por isso ele tinha suas pernas em forma de mola, que coisa mais lógica...).
As figurinhas Ploc Monsters 2 eram bem legais, mas devido a uma péssima divulgação, pois como quase sempre acontece a empresa investiu pouco em propaganda, para você ter idéia do descaso, a maior divulgação acontecia no programa “Xou do Xuxa”, onde existia uma brincadeira de quebra-cabeça giratório onde as crianças tinham que posicionar as partes dos desenhos afim de formar 1 dos 8 monstros possíveis, (N.º 8 Bocó-da-mola, N.º 23 Sinistra, N.º 65 Encrenca, N.º 67 Dente-de-leite, N.º 68 Salão-de-festa, N.º 78 Bafo-de-onça, N.º 79 Abilolada e N.º 113 Linguaruda) e quem formasse uma das figuras primeiro recebia como prêmio uma caixa do chiclete e um brinquedo, por causa disso as vendas não atingiram as metas esperadas e as figurinhas foram retiradas de circulação.
E este foi o fim melancólico da Saga Ploc Monsters, sem dúvida nenhuma, as melhores figurinhas de chiclete de todos os tempos.
Leis de Murphy
Depois da brilhante idéia de um amigo meu, resolvi criar uma categoria das leis de Murphy. Mas antes, vocês sabem quem foi ele?Major Edward A. Murphy Jr (1918 - 1990) foi um engenheiro aeroespacial estadunidense que trabalhou em sistemas de segurança-críticas e é mais conhecido pela Lei de Murphy que diz que "Se há mais de um modo de se fazer um trabalho, e um desses modos resultará em desastre, então alguém o fará". Isto não deve ser confundido com a Lei de Finagle.
Nascido no Panamá em 1918, Murphy era o primogênito de cinco crianças. Depois de freqüentar a escola secundária em Nova Jersey, ele foi para a Academia Militar dos Estados Unidos no Oste, se formando em 1940. No mesmo ano ele aceitou uma comissão no Exército dos Estados Unidos, e tornou-se piloto de treinos do Exército Aéreo Americano em 1941. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele serviu no Teatro do Pacífico na Índia, China e Birmânia (agora conhecido como Myanmar), alcançando o grau de Especialização.
Com o fim das ofensivas, em 1947, Murphy serviu ao Instituto de Tecnologia da Força Aérea dos Estados Unidos , tornando-se Oficial Wright de R&D no Centro de Desenvolvimento Aéreo da Base da Força Aérea de Wright-Patterson. Foi aqui que ele foi envolvido nas experiências de alta velocidade, num trenó com foguetes que conduziram-no a desenvolver as bases da Lei de Murphy. O próprio Murphy estava sentindo-se infeliz com as notícias da má interpretação da lei dele. Murphy considerou a lei como esclarecimento de um princípio fundamental de desígnio defensivo, em qual deveriam assumir sempre a pior dos acontecimentos. Murphy foi dito pelo filho dele ter considerado as muitas versões patéticas da lei, sendo " ridícula, trivial e errônea ", as tentativas malsucedidas dele para ter a lei levadas à sério, fazendo-lhe assim mais seriamente como uma vítima da própria lei dele.
Em 1952, tendo aposentado-se das forças aéreas dos Estados Unidos, Murphy levou a cabo uma série de testes de aceleração de foguete da Base da força aérea de Holloman, então voltando à Califórnia para procurar uma carreira como piloto de aeronaves para uma série de contratantes privados. Ele trabalhou em sistemas de fuga de piloto para uma das aeronaves experimentais mais famosas do século XX, inclusive na força aérea, o F-4 Phantom, o XB-70 Valkyrie, o SR-71 Blackbird, o B-1 Lancer, e o avião-foguete X-15.
Durante os anos sessenta, ele trabalhou na segurança e sistemas de apoio de vida para Projeto Apollo, e terminou a carreira dele com trabalho em segurança de pilotos e sistemas de operação computadorizada no helicóptero apache. Ele morreu em 1990.













